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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Mapa tátil desenvolvido pela Ufam é apresentado na 66ª Reunião Anual da SBPC

A professora da Faculdade de Educação (Faced), Cláudia Guerra Monteiro, foi convidada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) para participar da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC) que será realizada no período de 22 a 27 de julho na Universidade Federal do Acre, em Rio Branco, com o tema "Ciência e Tecnologia em uma Amazônia Sem Fronteiras". A pesquisadora apresentará  o Pé-YARA,  mapa Tátil do Amazonas e palestrará sobre o processo de criação e construção do Mapa desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa, Educação e Novas Tecnologias (Psicotec).
O Psicotec trabalha entre diversas frentes da Educação Assistiva, buscando criar materiais inovadores que possam suprir necessidades de materiais didáticos e paradidáticos na escola, e que, efetivamente, possam contribuir com os professores no dia-a-dia na sala de aulas, pois são estes que farão com que os alunos utilizem os produtos escolares. Atualmente, o grupo está  trabalhando em um novo produto: o AMÃOZONAS,  material direcionado a pessoas com deficiência auditiva. O objetivo é submeter o novo produto ao Edital Programa Viver Melhor/Pró-Assistir 2015, que financia projetos desenvolvidos em quatro linhas temáticas nas áreas de deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física e deficiências múltiplas.
A proposta é educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar, com ajuda de parceiros como a Fapeam. Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas e Education Bussiness Solutions (empresa incubada no Centro deDesenvolvimento Empresarial e tecnológico da Ufam). A professora Claudia Guerra, coordenadora do Psicotec, explica que a opção por este tipo de educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. “Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas como diversidade”. É a partir dessa visão que a parceria objetiva preservar a diversidade apresentada na escola e encontrada na realidade social e desenvolver oportunidades para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do estudante.
A professora Cláudia comenta a expectativa em apresentar o mapa tátil e representar a Universidade na reunião: “Me felicita o reconhecimento de uma parceira como a Fapeam que estimula o desenvolvimento cientifico e tecnológico do Estado. Mas sinto-me também orgulhosa de estar representando um grupo de professores/pesquisadores e parceiros inovadores. Aqui me refiro ao Grupo do Psicotec/Faced/Ufam e os parceiros EBS e SENAI, que juntos, souberam valorizar a pesquisa da educação inclusiva a partir de suas próprias experiências acadêmicas, educacionais, sociais e tecnológicas”.





































































terça-feira, 6 de maio de 2014

Treinamento de Professores para atender alunos com deficiência visual


Foto:SEMED 


Mais uma vez  o Psicotec  divulga e apoia apostas  válidas para a Educação especial. E agora divulga algo especial que acontece fora das paredes e Florestas da Ufam:  Treinamento de Professores  para atender alunos com deficiência visual. No Programa Professores descobrem e se adequam ao uso do Soroban, Sistema Braille e outras Tecnologias a serem usadas como ferramentas de Acessibilidade na Educação.
Vale lembrar que isto também acontece no Psicotec e no momento temos vagas para Sistema Braille, Dosvox e Soroban.
Leia mais aqui.
Maiores informaçoes: 

Secretaria Municipal de Educação (Semed)
Assessoria de Comunicação: 3632-2054


domingo, 4 de maio de 2014

Mapa Tátil no Ciência em Pauta: Mais uma conquista!

CIÊNCIAEMPAUTA, POR MIRINÉIA NASCIMENTO

O objetivo é ampliar a inserção social de alunos com deficiência visual nas escolas públicas do Estado e contribuir para a educação inclusiva. Foto: Mirinéia Nascimento
Foto: Mirinéia Nascimento 
O objetivo é ampliar a inserção social de alunos com deficiência visual nas escolas públicas do Estado e contribuir para a educação inclusiva. 
Há quase dois anos, o Grupo de Pesquisa Psicologia, Educação e Novas Tecnologias (Psicotec), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), vem construindo um material didático pioneiro na região Norte,  destinado a alunos das séries iniciais dos ensinos Fundamental e Médio portadores de deficiência visual.
Trata-se do Mapa Tátil Pé-Yara,  que oferece, por meio de jogo, um ensino lúdico sobre a cultura, economia, política e espaços geográficos dos 62 municípios do Amazonas. A proposta do Pé-Yara, que significa “caminho” na língua tupi-guarani, é ampliar a inserção social de alunos com deficiência visual nas escolas públicas do Estado e contribuir para a educação inclusiva, com a integração de alunos portadores de deficiência visual ou não.
Em 2009, o Grupo Psicotec realizou uma pesquisa sobre os materiais didáticos destinados aos alunos com deficiência visual  e constatou que não havia material suficiente para se trabalhar com essas pessoas. Segundo informações de um dos membros do Grupo, professor Edmilson Bruno da Silveira,  no Brasil entre 10 a 12% dos alunos das escolas da rede regular têm problemas visuais.
A coordenadora do projeto, professora da Ufam e doutora em Ciências da Comunicação Cláudia Guerra Monteiro, destacou a importância do Governo do Estado, por meio da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que possibilitou o financiamento para a construção de uma ideia incubada há seis anos na Ufam. “Nossa ideia era criarmos um material didático pedagógico com o qual pudéssemos, através de uma forma espontânea, apresentar aos alunos todo o conhecimento, economia e história do Estado”, ponderou.
O mapa é considerado pelo grupo como um “Jogo Cidadão”, uma vez que oferece a oportunidade aos alunos de jogarem juntos, já que o mapa não é restrito somente aos portadores de deficiência visual.
Foto: Divulgação/Pé-Yara

O mapa é composto por um sistema eletrônico integrado, um tabuleiro de ajustes de peças, 62 peças de madeira que são representadas com as texturas, sons e aromas típicos de cada município do Amazonas, um jogo de cartas de multiacesso em braile e um tablet com aplicativos de voz para orientar os alunos no desenvolvimento do jogo.
O grupo que inicia o jogo tentará encaixar as peças nos seus respectivos lugares, tentando não errar. Antes do início do jogo será possível escolher o nível de dificuldade e qual participante jogará. Quem conseguir encaixar as peças corretamente vence o jogo.
O professor de educação especial em tecnologia assistiva,  Ricardo Souza, que é deficiente visual e um dos integrantes do grupo de pesquisa, declarou estar maravilhado com o Pé-Yara, e que este é um produto que faltava para a região. “O mapa nos oferece o que realmente estávamos necessitando. O conhecimento através do tato, através do cheiro e através do som, que ele vai produzir no tablet”, concluiu Souza.
Estudantes e professores se mostraram entusiasmados com a facilidade e o manejo do material. Foto: Divulgação/Pé-Yara
Estudantes e professores se mostraram entusiasmados com a facilidade e o manejo do material. Foto: Divulgação/Pé-Yara

Para efetivação da pesquisa os primeiros testes foram realizados em duas escolas  públicas de Manaus. Silveira avalia que os resultados alcançados foram  positivos. Estudantes e professores se mostraram entusiasmados com a  facilidade e o manejo do material. “Foi muito salutar a participação dos alunos e  nós temos consciência de que este produto, pensado pelo grupo da Ufam, vai  melhorar o conteúdo educacional mostrando as riquezas, belezas e potencialidades  do Amazonas”.
Juntamente com o jogo foi elaborada uma cartilha com orientações para o professor explorar o estudo da economia, educação, cultura, folclore e das potencialidades de cada município, integrando efetivamente a participação das pessoas.
O produto também foi lançado em novembro de 2013 na Feira Internacional da Amazônia, coordenada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na área de inovação.
No próximo dia 7 de maio, o Pé-Yara será apresentado na II Reunião da Comissão Brasileira de Braille (CBB), promovida pela Diretoria de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF).
Leia Aqui.